Água, cevada maltada, levedura e lúpulo...Ah ! O lúpulo!
Essa trepadeira, que é da mesma família da maconha (canabidáceas) e é também utilizada para fins ornamentais, é um dos principais igredientes em qualquer cerveja, servindo principalmente para manter a estabilidade da cerveja e adicionar sabor e aroma a mesma, sendo considerado o "tempero" da cerveja. O que pouca gente sabe é que essa capacidade de estabilizar a cerveja está ligada a alguns ácidos que são agentes anti-oxidantes e anti-bactericidas, ajudando a preservar não só a sua cerveja mas seu organismo! (Boa desculpa para pedir mais um copo não?!). Hoje em dia a produção do lúpulo está dividida da seguinte forma (em toneladas):
| 34,438 | |
| 23,494 | |
| 10,576 | |
| 7,831 | |
| 3,414 | |
| 2,539 | |
| 1,693 | |
| 1,537 | |
| 1,474 | |
| 1,372 | |
| 900 |
O lúpulo é percebido na cerveja pelo seu amargor e aroma (principalmente as notas gramínias, de ervas, terra, apimentadas e florais), obviamente variando pelo método de fabricação. Estes sabores e aromas são provocados pelos ácidos que citamos acima, sendo eles alphas e betas. O primeiro é o principal responsável pelo sabor amargo e o segundo mais atuantes no sabor. O ácido beta pode oxidar em uma cerveja dando a ela sabores e aromas de vegetais estragados ou milho cozido.
Uma ótima lista da variedade de lúpulos existentes pelo mundo está neste link da wikepedia: http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_hop_varieties
Vale lembrar que uma cervejaria pode utilizar uma mistura variável de espécies de lúpulos na sua produção, sendo assim, o lúpulo não pode ser comparado a uva na produção do vinho.


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